sábado, 13 de fevereiro de 2010

Som, suor e dores musculares.


Chegou o Carnaval! 

Particularmente não sei dizer se isso é bom ou ruim. No ano retrasado acabei não aceitando a proposta de tocar nos salões carnavalescos por opção, pois já fazia 10 anos ininterruptos que eu tocava Carnaval. Ano passado estive no Clube Dores em Sta. Maria e nesse ano vou tocar no tradicional Clube Águia Branca, aqui mesmo em Rio Grande.

Fato é que, nem mesmo os cachês pagos aos músicos no Carnaval estão valendo à pena. Lembro que quando comecei a tocar nos bailes de salão no ano de 1997, o cachê era muito bom! O pessoal da antiga reclama com frequência dos cachês pagos atualmente, um amigo músico me disse essa semana: “O primeiro baile de Carnaval que eu toquei investi o meu cachê e comprei uma moto... Eita tempo bom!” Depois completou: “No ano seguinte construí uma laje e fiz da minha casa um sobrado.” Concordo com ele, eita tempo bom!

Para quem toca bateria como eu, o carnaval é um misto de som alto, muito suor e inúmeras dores musculares, mesmo obedecendo um ritual básico de aquecimento e alongamento nos momentos que antecedem o baile, a “ressaca” de Carnaval dura mais ou menos uma semana para passar. Dói tudo!

Assim que acabar de escrever esse pequeno manifesto, vou sair de casa e me dirigir ao Clube com uma bolsa recheada de toalhas de rosto, uma extensão e dois ventiladores. Chegando lá vou montar a bateria, e arrumar o meu espaço com os dois ventiladores e as toalhas estrategicamente posicionados, depois disso vou passar o som juntamente com os demais músicos. Há 01h00min começará a labuta!

Para completar, minha esposa e minha filha foram encontrar os parentes na Praia do Hermenegildo em Sta. Vitória do Palmar. Merecido descanso para elas que estão de férias!

Sendo assim, sou obrigado a concordar com o mestre Luis Melodia: “Carnaval, carnaval, carnaval... eu fico triste quando chega o Carnaval.”

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