No sábado passado estava eu mais uma vez na praia do Cassino. Já tinha tocado na sexta no Bar do João (João 100 Gilberto) que fica bem na frente do Cine Dunas na avenida principal do balneário. Uma ótima casa, com um público atencioso e um excelente tratamento oferecido aos músicos que trabalham por lá, caracterizam o Bar do João, tanto no Cassino quanto na vizinha cidade de Pelotas. Bem diferente da falta de respeito, da precariedade de estruturas e da subtração dos cachês, realidade que com frequência os músicos riograndinos vivenciam em sua relação com a maioria dos donos de casas noturnas do Cassino e de Rio Grande. segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Lá se vai embora mais um pouco do otimismo.
No sábado passado estava eu mais uma vez na praia do Cassino. Já tinha tocado na sexta no Bar do João (João 100 Gilberto) que fica bem na frente do Cine Dunas na avenida principal do balneário. Uma ótima casa, com um público atencioso e um excelente tratamento oferecido aos músicos que trabalham por lá, caracterizam o Bar do João, tanto no Cassino quanto na vizinha cidade de Pelotas. Bem diferente da falta de respeito, da precariedade de estruturas e da subtração dos cachês, realidade que com frequência os músicos riograndinos vivenciam em sua relação com a maioria dos donos de casas noturnas do Cassino e de Rio Grande. sábado, 16 de janeiro de 2010
Convite
Oportunidade imperdível para aqueles que almejam novas perspectivas de pesquisa, bem como, uma forma, também, de manifestar uma posição sobre os últimos debates envolvendo o Plano Nacional de Direitos Humanos, a impunidade dos torturadores, a formação de uma Comissão de Verdade e Justiça e a persistente negativa de Abertura dos Arquivos.
Cabe ressaltar ainda que todos os presentes receberão gratuitamente os quatro volumes. A obra não será vendida! Portanto trata-se de uma oportunidade imperdível. Compareçam!
Rio Grande e o "progresso" econômico.
Depois de algum tempo sem postar vou retomando gradativamente as atividades do blog. Estive envolvido com a seleção de mestrado, portanto meu tempo andou bem curto.segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Sobre o 4° MUSIURG
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
A mão e as marcas da censura brasileira.
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Festival MUSIURG
Vinte e dois anos depois daquela que foi sua última edição em 1988, os Festivais Universitários de Música da cidade do Rio Grande (MUSIURG), serão novamente realizados. Desta vez, ao que tudo indica, de uma maneira mais modesta, longe do “glamour” que tiveram esses festivais durante a década de 1980, já que as apresentações musicais estarão agregadas a Feira do Livro que acontece anualmente na Praça Didio Duhá no balneário da praia do Cassino em janeiro de 2010.
Surgidos durante os anos 1980 (1984, 1985 e 1988), agregados aos festejos alusivos ao aniversário de 15 anos da FURG, os MUSIURG movimentaram a cena musical da cidade e da região, chegando a atrair músicos de outros Estados como Santa Catarina, Paraná e Minas Gerais, ambos inscreveram centenas de canções que compreendiam dois gêneros musicais, o regionalista gaúcho e o popular.
Nas duas primeiras edições milhares de pessoas se aglomeraram nas dependências do ginásio do Ipiranga Atlético Clube (IAC), movimentação que de certa forma já era esperada pela comissão que organizou esses eventos, tendo em vista a não realização de festivais de música na cidade desde 1976. Em 1988, em sua terceira edição, o MUSIURG ocorreu na Sociedade Amigos do Cassino (SAC) e não alcançou tamanha repercussão quanto à dos seus antecessores. Tendo em vista os custos elevados para a realização desses eventos, a organização dos MUSIURG optou em não dar continuidade aos festivais.
Ainda não disponho de muitas informações acerca da 4° edição do MUSIURG. Mas ao que tudo indica, o formato continuará o mesmo. Serão três dias de música regionalista gaúcha e popular brasileira. Bem mais abrangente tem sido o Festival Seiva da Terra, que acontece anualmente durante a Feira de Artesanato de Rio Grande (FEARG), abrangendo outros gêneros como o Pop, o Rock, o Reggae, o Soul, entre outros.
Aguardamos!
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Crítica Musical [1]

Estou cada vez mais admirado ao ler os artigos e ouvir as reportagens de grande parte da crítica musical especializada (sem generalizar), que ingenuamente (ou propositalmente) rasga elogios aos álbuns de determinadas bandas do cenário nacional. Fato é que, normalmente essas bandas contratam os chamados “músicos de estúdio” (profissionais especializados em gravações e com excelente nível técnico) para executarem o trabalho de gravação de suas músicas. É como se um pintor famoso pagasse para que outro pintor (tecnicamente mais competente) realizasse os ajustes finais em sua tela. Ou ainda melhor, é como se esse pintor famoso fizesse apenas os rabiscos na tela e deixasse todo o restante do trabalho para o pintor contratado. A banda Titãs, por exemplo, utilizou os serviços desses músicos durante toda a sua trajetória. Somente agora no último álbum (Sacos Plásticos) foi que os Titãs entraram no estúdio e realmente gravaram suas composições. Em entrevista a uma emissora de televisão o cantor e instrumentista Paulo Miklos afirmou que o álbum Sacos Plásticos foi o primeiro integralmente gravado pela banda. Ironizando essa situação, Miklos ainda tentou descontrair com a seguinte afirmação: “nós sempre fomos muito ruins”.
Não quero entrar no mérito daquilo que é bom ou ruim enquanto manifestação artística e cultural. Gosto e ouço os Titãs e reconheço a importância da Banda no cenário musical brasileiro e latino-americano. Desejo apenas destacar que muitas vezes a crítica musical se excede em alguns aspectos que, na minha humilde opinião, são de extrema relevância.
É certo que ao contratar um músico para realizar a gravação de seu álbum, uma banda ou um artista assume a responsabilidade pelas possíveis críticas (construtivas e destrutivas) que por ventura o trabalho possa sofrer. Cabe lembrar ainda que o trabalho passa também pela mão de um produtor musical que emite seu parecer imperativo em cada uma das faixas musicais que compõem o álbum. Esse “mecenato” tem se mostrado necessário na medida em que inúmeras bandas e artistas que compõem o mercado cultural brasileiro se mostram cada vez mais dominados pela indústria cultural.
Tenho me perguntado com frequência: afinal, de quem é o trabalho? Da banda? De um determinado artista? Ou dos produtores e músicos de estúdio?
Certos críticos da nossa música vêm excluindo a atividade desses músicos de estúdio e perigosamente escrevendo sobre a história da música brasileira de modo equivocado. É o velho jogo da memória, no qual alguns são excluídos para que outros possam ser lembrados como figuras imponentes, mitos, lendas, referências ou coisas do gênero, sem nem mesmo, na grande maioria das vezes, terem o mínimo de competência para tanto.
Há alguns anos atrás a lógica da exclusão e da construção de mitos ou lendas da música brasileira poderia ser facilmente justificada, uma vez que, na época do long play, a crítica musical parecia trabalhar somente em prol do mercado fonográfico na lógica da vendagem de discos a curto, médio e longo prazo. Bandas ou artistas de sucesso que fossem bem lembrados pelo público, venderiam muitos discos, mesmo depois de encerrarem suas atividades. Isso sem mencionar a influencia desses artistas no vestuário das pessoas. Como sabemos, artistas consagrados sempre ditaram inúmeras tendências no vestuário de jovens e adultos.
Em fim, (sempre acabo me estendendo muito) acredito que hoje em dia, como há algumas décadas atrás, os críticos da nossa música continuam a sonegar, fazendo vista grossa, ao que realmente é concreto e inegavelmente constrói a sonoridade brasileira, logo, os milhares de músicos instrumentistas periféricos (anônimos ao grande público) que continuam "encaixotados", porém, espalhados por todo o nosso país, ainda que, muitos deles nunca sejam lembrados pela crítica musical. Particularmente, chamaria os críticos musicais contemporâneos de “tendenciosos entusiastas culturais”.